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    História
    A Poesia Épica
     

    Poucas vezes nos atentamos para o grau de influência que as plantas exercem na cultura humana. Nomes como Marco Polo, Simbad, Cristóvão Colombo, Pedro Álvares Cabral e Vasco da Gama são lembrados, tanto na Literatura, quanto na Geografia e História, como homens que se aventuraram em terras distantes, redesenharam o mapa-múndi, descreveram homens de costumes exóticos e viram criaturas fantásticas. Nem sempre nos lembramos que todos estes personagens, fossem ficcionais ou históricos, tinham como grande motivador, a busca pelas desejadas especiarias. Não obstante, o aparente uso frugal que tais condimentos tinham na alimentação, o homem do Renascimento não mediu esforços para conseguir dispor em sua mesa estas especiarias.

    As especiarias fizeram parte da formação do mundo moderno através, principalmente, das relações mercantilistas e da construção de novos hábitos à mesa. Num mundo cada vez mais esquadrinhado pelos navios europeus, produtos dos mais variados e de toda parte chegavam a portos em diversos pontos do globo. Foi o início do processo que, em alguns séculos, possibilitou que produtos agrícolas das mais variadas espécies e utilidades passassem a ser encontradas a muitos milhares de quilômetros dos seus locais de origem. Alguns temperos foram descobertos pelos europeus apenas na época das Cruzadas, entre os séculos XI e XIII, durante a luta contra muçulmanos pela posse da Terra Santa.

    Com o fim das Cruzadas, criou-se a Rota das Especiarias, que cruzava o Oriente Médio e chegava à Europa a partir dos comerciantes venezianos. Os árabes detinham o monopólio dessa rota e Veneza se tornou o centro do comércio europeu. Isso encareceu os produtos originários da Índia – inclusive as especiarias, vendidas maceradas, secas ou em pó e indispensáveis para a culinária europeia.

    Uma rota alternativa era necessária – pelo oceano. Portugal, o único país com condições de financiar navegações milionárias, foi o primeiro a lançar-se ao mar em direção às Índias. Foi assim que, em 1500, aportaram no Brasil, segundo consta, imaginando encontrar-se na Ásia. Nesse tempo, o Brasil era o local de repouso nas travessias da Europa para o Oriente. As primeiras mudas da cana foram trazidas das Ilhas da Madeira e de São Tomé, e logo se adaptaram ao solo brasileiro, tornando se grande comércio lucrativo para à indústria.

    A notícia da grande produção de cana no Brasil se espalhou pela Europa.
    Pouco tempo depois, a chamada “Carreira do Brasil” chamava cada vez mais a atenção dos europeus. Como a cana tinha pegado rapidamente no solo brasileiro, logo veio o pensamento de que as outras especiarias também poderiam ser cultivadas na nova terra. Principalmente as árvores de canela, de cravo e de pimenta, pois os climas subtropicais e tropicais se assemelhavam ao de suas terras de origem. Assim começou a história do Brasil como produtor e exportador de especiarias.

     
     
    Publicado em 16/07/2017 12:36:13
    Por: Agrospice Brasil
     
     
     
     
     
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